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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Os efeitos da guerra

Mäyjo, 06.02.17

Esta foto tirada pela Agência de Assistência a Refugiados das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNRWA) mostra moradores do campo palestino sitiado de Yarmouk, em fila para receber mantimentos e comida, em Damasco, na Síria, em 31 de janeiro de 2014.

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AS RATAZANAS HERÓICAS QUE ESTÃO A SALVAR VIDAS EM ÁFRICA

Mäyjo, 22.08.15

foto_1Ratazanas treinadas para detectar minas

 

IÉMEN SEM ENERGIA PARA PÔR HOSPITAIS A FUNCIONAR

Mäyjo, 14.05.15

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Se é fã da série televisiva The Walking Dead, passada num futuro pós-apocalíptico, sabe que os personagens passam muito do seu tempo à procura de mantimentos, combustíveis, equipamentos médicos e medicamentos que lhes permitam viver mais um dia.

No Iémen, este cenário não é ficção mas uma realidade bem presente. Que o diga Hamoud al-Jehafi, médico do Yareem Public Hospital da cidade de Ibb, no centro do país, e que passa pouquíssimo tempo com os seus pacientes. Segundo o Irin, a preocupação principal de al-Jehafi é encontrar combustível para manter as luzes do hospital ligadas. A tal ponto que não tem tido tempo para curar os seus pacientes.

“Há cinco dias que não temos energia no hospital e a petrolífera do Iémen diz-nos que só nos pode entregar mais dentro de dois dias”, explicou o médico. “Ando há muito tempo à procura de diesel para os frigoríficos”, concluiu.

Segundo o Irin, os médicos estão a operar pacientes às escuras e faltam medicamentos vitais para o funcionamento do hospital, que fica numa zona de guerra.

Nas últimas semanas, a eléctrica pública apenas forneceu algumas horas de electricidade por dia na capital, Sana’a (na foto), e muito menos nas outras cidades. A rede de telecomunicação do país também parará na próxima semana, devido à falta de combustível.

Há vários hospitais a fecharem os serviços, por falta de diesel para os seus geradores, e outros serão obrigados a fazê-lo nas próximas duas semanas. Em comunicado conjunto, o Comité Internacional da Cruz Vermelha (ICRC) e os Médicos Sem Fronteiras (MSF) explicaram que o sistema médico do país está dependente de medicamentos cuja entrada no país está bloqueada.

No hospital al-Gomhouri, na capital Sana’a, os combustíveis duram mais alguns dias. “Devido aos ataques aéreos, recebemos dezenas de feridos por dia. Estamos perante uma catástrofe de saúde iminente”, explicou Nasr al-Qadasi, presidente do hospital.

De acordo com o responsável, existem 45 pessoas que têm de fazer diálise todos os dias. Também a unidade de cuidado intensivo, as cirurgias, a incubadora e os frigoríficos do hospital precisam de combustível.

Foto: Franco Pecchio / Creative Commons

As casas abandonadas de Aleppo, o retrato inanimado da revolução

Mäyjo, 21.02.14

As casas abandonadas de Aleppo, o retrato inanimado da revolução (com FOTOS)

 

Desde Janeiro de 2011 que a Síria vive uma guerra civil despoletada entre os defensores do regime de Bashar al-Assad e os rebeldes que exigem a demissão do presidente. A guerra civil na Síria está inserida na Primavera Árabe. Estima-se que os violentos confrontos que assolam o país tenham já causado a morte a mais de 100 mil pessoas.

Porém, nem só de mortes se faz uma guerra. A destruição é inerente e os conflitos na Síria causaram a destruição parcial ou total de várias cidades, obrigando milhares de sírios a deixar as suas habitações e os seus bens para trás.

Foi exactamente a retractar este lado da guerra que se dedicou o fotógrafo italiano Matteo Rovella quando esteve na cidade de Aleppo em Junho do último ano. Através da sua lente, Matteo Rovella revela as casas que outrora abrigaram famílias e que agora estão parcialmente destruídas, revelando o rasto de vida que foi deixado para trás.

“Vêm-se muitos cenários e consegue-se imaginar o momento em que as pessoas tiveram de fugir das casas”, afirma o fotojornalista à CNN. Durante a estadia na Síria, Rovella visitou vários campos de ambos os lados da fronteira entre a Síria e a Turquia no início de 2013. Em Junho do último ano, o fotojornalista decidiu ir para Aleppo, a segunda maior cidade da Síria, que foi fortemente devastada pelo conflito.

A estadia na cidade revelou-se bastante perigosa e o receio de ser descoberto ou capturado por grupos armados era constante. O simples facto de transportar uma câmara fotográfica tornou-se perigoso, especialmente depois de vários jornalistas estrangeiros terem sido sequestrados. “Existem muitos grupos armados independentes que podem roubar, raptar ou, no pior cenário, matar”, conta Rovella.

Poucos dias depois de ter chegado a Alepppo, o fotojornalista começou a documentar a devastação da cidade através de uma série de imagens evocativas de habitações abandonadas e destruídas, que foram atacadas ao longo dos confrontos. A maioria das pessoas que Rovella conheceu durante a estadia na Síria perdeu a totalidade ou quase todos os seus bens.

“É uma espécie de fotografia quase com vida, mas consegue-se ver as tensões e os medos no interior das casas, os momentos de violência, a forma como foram obrigados a deixar as suas coisas, a sua vida e fugir, provavelmente para nunca mais voltar”, explica o fotógrafo. “É uma forma de sensibilizar as pessoas para a guerra”, indica. “Penso que o meu testemunho pode ser um pequeno passo para ajudar os sírios”, acrescenta.

 

in: Green Savers